Educação para valores

Desde o nascimento, o ser humano se relaciona com valores e regras da sociedade em que está inserido. Ao lado da família, a escola e outras instituições sociais veiculam valores e desempenham papel na formação moral e no desenvolvimento de atitudes.

Os meios de comunicação de massa, como a TV, rádio, revistas, propagandas, internet, nos espaços públicos e privados, têm grande influência na veiculação de valores e modelos de comportamento.
Os diversos valores que cada pessoa compartilha nos diferentes espaços em que convive, muitas vezes, são contraditórios e expressam princípios distintos daqueles eleitos pelos sujeitos, embora a sua percepção não seja imediata ou óbvia. A compreensão do significado das atitudes requer uma elaboração que implica reconhecer os limites para a co-existência de determinados valores e identificar os conflitos e incompatibilidades.

A educação para valores também tem compromisso com o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos jovens, de modo que possam posicionar-se criticamente e perceber aquilo que faz bem ao coletivo, avaliar as consequências das atitudes e promover reflexão sobre tais significados. Os valores podem convergir ou conflitar, mas não devem descartar os princípios democráticos.


Tomar uma posição implica necessariamente eleger valores, aceitar ou questionar normas, adotar uma ou outra atitude, capacidades que podem ser desenvolvidas por meio da aprendizagem.
Os valores e as atitudes têm uma dimensão pessoal e uma dimensão social, pois os princípios assumidos por cada um originam-se de vários sistemas normativos e culturais.

A escolha de atitudes é uma atividade complexa que envolve cognição (conhecimentos e crenças), afetos (sentimentos e preferências) e condutas (ações e declarações de intenção). Normas e regras, por sua vez, orientam padrões de conduta a serem definidos e compartilhados pelos membros de um grupo.
Nas relações interpressoais, o grande desafio é conseguir se colocar no lugar do outro, compreender seu ponto de vista e suas motivações ao julgar ações, o que implica atitudes de solidariedade e capacidade de conviver com as diferenças.

Aprender valores não significa submeter-se a mecanismos de controle ou ter comportamentos padronizados, mas questionar-se sempre com as diferenças.

A imposição de valores contraria o princípio democrático da liberdade e, com isso, apenas se consegue que as pessoas tenham comportamentos adequados na presença de controle externo, o que é essencialmente diferente da perspectiva da autonomia na construção de valores e atitudes.

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Juliana Fernandes, estudante de 18 anos com sérios problemas mentais, inaugura seu 123343º blog, desta vez com o intuito de reunir o máximo de informação possível para o vestibular (e coisas mais!)
Junto ao seu fiel parceiro invisível, sem nome e inexistente, ela continua sua árdua tarefa de manter-se atualizada para não levar mais tapas da profª de Matemática de Pinhal City, a roça!!
Não perca o próximo capítulo dessa incrível aventura!!


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

- Clarice Lispetor


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