Hi, people!!!
Estou ausente do blog, não? Bem, minha internet tinha sido cortada junto com a luz, aí pagaram a luz e a internet religou milagrosamente... Mas mesmo assim, minha vida continua bem corrida, ainda mais agora com trocentos cursos, semanas de provas, gripe e cólicas... -.-
Começamos o Módulo Intermediário no Fomare essa semana, tivemos até uma mini excursão para o Senai de Mogi Guaçu - se minha escola tivesse todo aquele suporte, ou então se eu tivesse o apoio que a coordenção do projeto dá na escola regular, acho que não teria faltado em 3 coisas essa semana.

Minha redação foi escolhida para o concurso Escrevendo o Futuro. Bem, não levo fé que vou ganhar, nunca ganhei nenhum concurso que eu realmente quisesse ganhar, talvez desdenhando eu consiga alguma coisa...

Estou devendo alguns conteúdos aqui, mas estou desanimada com o blog... Não venho tido retorno, pra falar a verdade, e muito menos tempo para postar... Sem falar que é bem cansativo ficar editando textos e tal...

Despeço-me por algum tempo daqui...

Ciao Ciao!~

Fiquei sem Internet e força essa semana em casa e não sei quando normalizarei a situação. Mais uma vez, ficarei devendo uma porrada de posts, mas é a vida...
Enquanto isso, eu vou me empenhar para ficar em dia com os conteúdos do Formare, escola, etc, etc, etc......~

Ciao ciao!!~

Acho que não conseguirei condução para voltar ao Hopi Hari essa semana, o que é uma pena, estou quase chorando aqui...
Mas mesmo que eu conseguisse ir, não poderei encontrar quem eu quero lá, o que é uma pena ainda maior...

Hoje minhas aulas de Inglês e o cursinho aos sábados na escola começaram...
Aliás, vem sido um inferno estudar a noite essa semana...
Estou sem incentivo nenhum de continuar na escola, o ensino está péssimo, estou sem amigos, morro de sono, etc, etc, etc...

Pena...

Hopi \o/

Fiquei ausente esse final de semana (acho que ninguém percebeu) porque consegui de última hora ir para o Hopi Hari \o/

Fazia tempo que não me divertia desse jeito, só fui lá uma vez quando tinha uns 10 anos e não aproveitei nada: não tinha altura para entrar na maioria dos brinquedos e ainda tive que bancar a babá de uma tonta que não aguentou e vomitou a viagem inteira.

Mesmo assim, não deu pra ir em mais de 12 brinquedos por causa das filas, que consomem um tempo absurdo. Outra coisa absurda são os preços de lá, é um assalto, mew!!! Mas pelo menos eles revertem tudo em segurança, seria terrível se alguma coisa quebrasse do nada com as pessoas lá em cima!!

Ganhei um passaporte pra voltar lá no domingo que vem!!!! \o/
Mal vejo a hora!!!! \o/

Hey, chega de post por hoje!!!! \o/

/o/ \o\

Download do trabalho completo aqui!!!

Gêneros teatrais

A arte teatral se subdivide em diversos gêneros, resumidos abaixo:

Auto - Teatro que visa censurar ou ridicularizar defeitos ou vícios, também podendo ser qualquer escrito ou discurso picante ou maldizente.

Comédia - Recorre intensivamente ao humor, é o que é engraçado, que faz rir. Assim como hoje, em seu surgimento, ninguém estava a salvo de ser alvo das críticas da comédia: governantes, nobres e nem ao menos os Deuses. Encontra forte apoio no consumo de massa e é extremamente apreciada por grande parte do público consumidor da indústria do entretenimento.

Tragédia - É uma forma de drama, que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, frequentemente envolvendo um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.

Farsa - É uma modalidade burlesca de peça teatral, caracterizada por personagens e situações caricatas. Difere da comédia e da sátira por não preocupar-se com a verossimilhança nem pretender o questionamento de valores

Melodrama - Definido como um tipo complexo de espetáculo cênico iniciado após a Revolução Francesa; utiliza máquinas, cenas de combate e danças para construção de suas cenas e conta, em sua construção dramática, com a alternância de elementos da tragédia e da comédia.

Ópera - Gênero artístico que consiste num drama encenado com música. A letra da ópera é cantada em lugar de ser falada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.

Monólogo - Está associado a um conflito psicológico que não necessariamente seja individual.
Há dois tipos básicos de monólogos no teatro:
Monólogo exterior: Quando o ator fala para outra pessoa que não está no palco ou para a audiência.
Monólogo interior: É um discurso NÃO PRONUNCIADO em que o narrador expõe questões de cunho introspectivo, revelando motivações interiores. Pode ser direto ou indireto, quando narrado em primeira ou terceira pessoa, respectivamente.

Musical - Estilo de teatro que combina música, canções, dança, e diálogos falados.

Revista - De gosto marcadamente popular, teve alguma importância na história das artes cênicas, tanto no Brasil como em Portugal, que tinha como caracteres principais a apresentação de números musicais, apelo à sensualidade e a comédia leve com críticas sociais e políticas, e que teve seu auge em meados do século XX.

Stand-up comedy - O humorista se apresenta geralmente em pé, sem acessórios, cenários, caracterização, personagem ou o recurso teatral da quarta parede, diferenciando o stand up de um monólogo tradicional. Também chamado de humor de cara limpa, termo usado por alguns comediantes. O humorista stand up não conta piadas conhecidas do público, o texto é sempre original, normalmente construído a partir de observações do dia-a-dia e do cotidiano.

Surrealismo - Propõe revelar o inusitado, mostrando as mazelas humanas e tudo que é considerado normal pela sociedade hipócrita. Essa vertente desvela o real como se fosse irreal, com forte ironia, intensificando bem as neuroses e loucuras de personagens que, genericamente, divulgam o homem como um psicótico, culminando sempre na desgraça total. Critica a falta de criatividade do homem, que condiciona toda a sua vida àquilo que julga ser o mais fácil e menos perigoso, se negando a ousar, utilizando-se de desculpas para justificar uma vida medíocre.

Tragicomédia - A tragicomédia é um subgênero teatral que alterna ou mistura comédia, tragédia, farsa, melodrama, etc.

Teatro infantil – É uma apresentação cênica feita para crianças onde os atores utilizam muita criatividade, imaginação, fantasia e emoção. Os temas mais utilizados são os contos de fadas e fábulas.

Teatro de feira - Nomeia os espetáculo teatrais desenvolvidos dentro das feiras populares que aconteceram durante os séculos XVII e XVIII durante o verão europeu.

Teatro invisível - Uma cena do cotidiano é encenada e apresentada no local onde poderia ter acontecido, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.


Teatro de fantoches - Apresentação feita com fantoches, marionetes ou bonecos de manipulação, em especial aqueles onde o palco, cortinas, cenários e demais caracteres próprios são construídos especialmente para a apresentação.

Teatro de sombras - Feito com sombras projetadas nas paredes.

Teatro lambe-lambe - Peças teatrais de curtíssima duração através da manipulação de bonecos, para um espectador por vez; possui este nome, pois sua forma de apresentação se assemelha demais aos antigos fotográfos lambe lambes que ocupavam as praças brasileiras nas décadas de 40, 50 e 60.

Naturalista - Reivindicava a volta dos princípios realistas do "genero sério", porém de modo mais radical. Os naturalistas afirmavam que a peça teatral deveria reproduzir mimeticamente a realidade.

Elementos do teatro

Elementos do teatro

Em sua essência, o teatro lida com códigos construídos a partir do gesto e da voz, responsáveis não só pela performance do espetáculo, como também pela linguagem. A partir desses códigos se expandem outros sistemas, tais como o cenário, o movimento cênico do ator, o vestuário, a iluminação e a música. Conheça a seguir alguns desses elementos:

Cenário

O cenário determina o espaço e o tempo da ação teatral. Contudo, para se entender o cenário em sua linguagem, é preciso recorrer à gramaticalidade de outras sistemas artísticos, como a pintura, a escultura, a arquitetura, a decoração, o design da iluminação. São esses sistemas que se encarregam de representar um espaço geográfico (uma paisagem, por exemplo), um espaço social (uma praça pública, uma cozinha, um bar) ou um espaço interior (a mente, as paixões, os conflitos, os sonhos, o imaginário humano). No cenário, ou apenas em um dos seus constituintes, se projeta o tempo: a época histórica, estações do ano, horas do dia, os momentos fugazes do imaginário. Existe ainda o caso dos espetáculos em que os recursos cenográficos estão na performance do ator, no ruído, no vestuário ou na iluminação.

Gesto

O gesto é um dos organizadores fundamentais da gramática do teatro. É no gesto e também na voz que o ator cria a personagem. Através de um sistema de signos codificados, tornou-se um instrumento de expressão indispensável na arte dramática ao exprimir os pensamentos através do movimento ou atitude da mão, do braço, da perna, da cabeça ou do corpo inteiro. Os signos gestuais podem acompanhar ou substituir a palavra, suprimir um elemento do cenário , um acessório, um sentimento ou emoção.

Iluminação

Diferente dos demais sistemas teatrais, a iluminação é um procedimento bastante recente. Sua introdução no espetáculo teatral, deu-se apenas no séc XVII, ganhando fôlego com a descoberta da eletricidade. A principal função da iluminação é delimitar o espaço cênico. Quando um facho de luz incide sobre um determinado ponto do palco, significa que é ali que a ação se desenrolará naquele momento. Além de delimitar o lugar da cena, a iluminação se encarrega de estabelecer relações entre o ator e os objetos; o ator e os personagens em geral. A iluminação "modela" através da luz o rosto, o corpo do ator ou um fragmento do cenário. As cores difundidas pela iluminação é um outro recurso que também permite uma leitura.

Movimento cênico do ator

As várias maneiras do ator se deslocar no espaço cênico, suas entradas e saídas ou sua posição com relação aos outros atores, aos acessórios, aos elementos do cenário ou até mesmo aos espectadores, podem representar os mais variados signos. A movimentação tanto cria a unidade do texto teatral como organiza e relaciona as sequências no espaço cênico.

Música

A música sempre esteve presente no teatro, desde as suas origens. Dialoga com os movimentos do ator, explicita seu estado interior, contracena com a luz, com o espaço em todos os seus aspectos. Quando acrescentada a outros sistemas de uma peça, o papel da música é o de enfatizar, ampliar, de desenvolver e até de desmentir ou substituir os signos dos outros sistemas. Um outro exemplo da utilização da música no teatro é a escolha que o diretor faz do tema musical que acompanha a entrada e a saída de um determinado personagem, tornando-a assim signo de cada uma delas.

Vestuário

Assim como na vida real, o vestuário no teatro se reporta a vários sistemas da cultura. A sua decodificação pode indicar tanto o sexo quanto idade, classe social, profissão, nacionalidade ou religião. No entanto, o poder semiológico do vestuário não se limita apenas a definir o personagem que o veste. O traje é também representa clima, época histórica, região, estação do ano, hora do dia. É interessante observar que em certas tradições teatrais, como na commedia della'arte por exemplo, a vestimenta torna-se uma espécie de "máscara" que vai identificar os tipos imutáveis, que se repetem de geração a geração.

Voz

A voz é, antes de mais nada, elemento fundador do texto teatral, escrito ou não. Quando não vocalizado, o texto é gesto. É pela voz que o ator dá vida a seu personagem. Ela atua como uma "fronteira de liberdade" que o ator explora a seu modo, através da entoação, do ritmo, da rapidez e da intensidade com que ele pronuncia as palavras antes apenas escritas, criando desta forma, os mais variados signos. A voz e o gesto formam a performance, a linguagem primária do teatro.

Maquiagem

é muito importante para a caracterizaçãodos personagems. Um rosto pode indicar a idade , o estado de saúde , a ocupação e a personalidade básica de um personagem . A maquilagem também serve para restaurar a cor e a forma do rosto sob a luz forte dos refletrores.

Gil Vicente

Gil Vicente

Gil Vicente (1465-1536) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, ator e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano – partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina.

A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.

Local e data de nascimento

Apesar de se considerar que a data mais provável para o seu nascimento tenha sido em 1466 — hipótese defendida, entre outros, por Queirós Veloso — há ainda quem proponha as datas de 1460 (Braamcamp Freire) ou entre 1470 e 1475 (Brito Rebelo). Se nos basearmos nas informações veiculadas na própria obra do autor, encontraremos contradições. O Velho da Horta, a Floresta de Enganos ou o Auto da Festa, indicam 1452, 1470 e antes de 1467, respectivamente. Desde 1965, quando decorreram festividades oficiais comemorativas do quincentenário do nascimento do dramaturgo, que se aceita 1465 de forma quase unânime.

Frei Pedro de Poiares localizava o seu nascimento em Barcelos, mas as hipóteses de assim ter sido são poucas. Pires de Lima propôs Guimarães para sua terra natal - hipótese essa que estaria de acordo com a identificação do dramaturgo com o ourives, já que a cidade de Guimarães foi durante muito tempo berço privilegiado de joalheiros. O povo de Guimarães orgulha-se desta hipótese, como se pode verificar, por exemplo, na designação dada a uma das escolas do Concelho (em Urgeses), que homenageia o autor. Lisboa é também muitas vezes defendida como o local certo. Outros, porém, indicam as Beiras para local de nascimento - de facto, verificam-se várias referências a esta área geográfica de Portugal, seja na toponímia como pela forma de falar das personagens.

Dados Biográficos

Sabe-se que casou com Branca Bezerra, de quem nasceram Gaspar Vicente (que morreu em 1519) e Belchior Vicente (nascido em 1505). Depois de enviuvar, casou com Melícia Rodrigues de quem teve Paula Vicente (1519-1576), Luís Vicente (que organizou a compilação das suas obras) e Valéria Borges.
Presume-se que tenha estudado em Salamanca.
O seu primeiro trabalho conhecido, a peça em castelhano Monólogo do Vaqueiro, foi representada nos aposentos da rainha D. Maria, consorte de Dom Manuel, para celebrar o nascimento do príncipe (o futuro D. João III) - sendo esta representação considerada como o marco de partida da história do teatro português. Ocorreu isto na noite de 8 de Junho de 1502, com a presença, além do rei e da rainha, de Dona Leonor, viúva de D. João II e D. Beatriz, mãe do rei. Tornou-se, então, responsável pela organização dos eventos palacianos. Dona Leonor pediu ao dramaturgo a repetição da peça pelas matinas de Natal, mas o autor, considerando que a ocasião pedia outro tratamento, escreveu o Auto Pastoril Castelhano.

De fato, o Auto da Visitação tem elementos claramente inspirados na "adoração dos pastores", de acordo com os relatos do nascimento de Cristo. A encenação incluía um ofertório de prendas simples e rústicas, como queijos, ao futuro rei, ao qual se pressagiavam grandes feitos. Gil Vicente que, além de ter escrito a peça, também a encenou e representou, usou, contudo, o quadro religioso natalício numa perspectiva profana. Perante o interesse de Dona Leonor, que se tornou a sua grande protectora nos anos seguintes, Gil Vicente teve a noção de que o seu talento permitir-lhe-ia mais do que adaptar simplesmente a peça para ocasiões diversas, ainda que semelhantes.

Se foi realmente ourives, terminou a sua obra-prima nesta arte - a Custódia de Belém - feita para o Mosteiro dos Jerónimos, em 1506, produzida com o primeiro ouro vindo de Moçambique. Três anos depois, este mesmo ourives tornou-se vedor do património de ourivesaria no Convento de Cristo, em Tomar, Nossa Senhora de Belém e no Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa. Consegue-se, ainda, apurar algumas datas em relação a esta personagem que tanto pode ser una como múltipla: em 1511 é nomeado vassalo de el-Rei e, um ano depois, sabe-se que era representante da bandeira dos ourives na "Casa dos Vinte e Quatro". Em 1513, o mestre da balança da Casa da Moeda, também de nome de Gil Vicente (se é o mesmo ou não, como já se disse, não se sabe), foi eleito pelos outros mestres para os representar junto à vereação de Lisboa.

Será ele que dirigirá os festejos em honra de Dona Leonor, a terceira mulher de Dom Manuel, no ano de 1520, um ano antes de passar a servir Dom João III, conseguindo o prestígio do qual se valeria para se permitir a satirizar o clero e a nobreza nas suas obras ou mesmo para se dirigir ao monarca criticando as suas opções. Foi o que fez em 1531, através de uma carta ao rei onde defende os cristãos-novos.
Morreu em lugar desconhecido, talvez em 1536 porque é a partir desta data que se deixa de encontrar qualquer referência ao seu nome nos documentos da época, além de ter deixado de escrever a partir desta data.

Principais Obras

Obras

- Monólogo doVaqueiro ou Auto da Visitação (1502)
- Auto Pastoril Castelhano (1502)
- Auto dos Reis Magos (1503)
- Auto de São Martinho (1504)
- Quem Tem Farlos? (1505)
- Auto da Alma (1508)
- Auto da Índia (1509)
- Auto da Fé (1510)
- O Velho da Horta (1512)
- Exortação da Guerra (1513)
- Comédia do Viúvo (1514)
- Auto da Fama (1516)
- Auto da Barca do Inferno (1517)
- Auto da Barca do Purgatório(1518)
- Auto da Barca da Glória (1519)
- Cortes de Júpiter (1521)
- Comédia de Rubena (1521)
- Pranto de Maria Parda
- Farsa de Inês Pereira (1523)
- Auto Pastoril Português (1523)
- Frágua de Amor (1524)
- Farsa do Juiz da Beira (1525)
- Farsa do Templo de Apolo (1526)
- Auto da Nau de Amores (1527)
- Auto da História de Deus (1527)
- Tragicomédia Pastoril da Serra da Estrela (1527)
- Farsa dos Almocreves (1527)
- Auto da Feira (1528)
- Farsa do Clérigo da Beira (1529)
- Auto do Triunfo do Inverno (1529)
- Auto da Lusitânia intercalado com o entremez Todo-o-Mundo e Ninguém (1532)
- Auto de Amadis de Gaula (1533)
- Romagem dos Agravados (1533)
- Auto da Cananea (1534)
- Auto de Mofina Mendes (1534)
- Floresta de Enganos (1536)

Auto da Visitação (ou Monólogo do Vaqueiro)

Apresentada à família real portuguesa (rei D. Manuel, rainha D. Maria, rainha Velha Dona Lianor, infanta D. Beatriz (mãe do rei) e sua filha a Duquesa de Bragança) numa data particularmente festiva (nascimento do príncipe João, futuro D. João III), este auto foi a primeira obra de Gil Vicente.

Personagens: Gil, Brás, Lucas, Silvestre, Gregório e Mateus.

Argumento: Este auto apresenta uma "visitação" (visita habitualmente feita pelo rendeiro ao seu senhor, com o objectivo de lhe oferecer presentes. Estas visitas eram feitas por alturas do Natal).
Ao entrar na sala, o Vaqueiro apresenta os seus companheiros e os respectivos presentes (leite, ovos e queijos) para o príncipe recém-nascido.

Auto da Barca do Inferno

Escrita em 1517, durante a transição entre Idade Média e Renascimento, o Auto da Barca do Inferno, é uma das obras mais representativas do teatro vicentino. Como em tantas outras peças, nesta o autor aproveita a temática religiosa como pretexto para a crítica de costumes.

É uma das peças mais famosas do dramaturgo. Segundo a edição original, foi composto para contemplação da sereníssima e muito católica rainha Lianor, nossa senhora, e representado por seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei Manuel, primeiro de Portugal deste nome.

Gil Vicente, ao apresentar seu Auto da Barca do Inferno, utiliza a expressão "auto de moralidade", com a qual os historiadores da literatura designam algumas produções do final da Idade Média em que os personagens (alegóricos) personificam exclusiva ou predominantemente idéias abstratas dispostas entre o Bem e o Mal. Pouco tempo antes, a palavra francesa moralité era empregada para designar obras poéticas de caráter didático-moral, tal como, a nosso ver, o termo deve ser entendido na obra.

Em seguida, o escritor julga necessário declarar o argumento utilizado para compor a trama. As almas, após se libertarem de seus corpos terrestres, dirigem-se a um braço de mar onde dois barcos as esperam: um deles, conduzido por um Anjo, levará as almas ao Paraíso e outro, tripulado pelo Diabo e seu Companheiro, dirige-se ao Inferno. E de se supor que o porto em que estão as barcas seja o Purgatório.

Primeira das três "barcas" escritas por Gil Vicente, a do Inferno tem como personagens almas de representantes das variadas classes sociais e de algumas atividades diversas, além de quatro cavaleiros cruzados. Cada personagem é julgada e condenada ao seu destino, embarcando em companhia do Diabo ou do Anjo.

Foi escrita em versos rimados, fundindo poesia e teatro, fazendo com que o texto, cheio de ironia, trocadilhos, metáforas e ritmo, fluísse naturalmente. Faz parte da trilogia dos Autos da Barca (do Inferno, do Purgatório, do Céu).

A Farsa de Inês Pereira

A Farsa de Inês Pereira é considerada a mais complexa peça de Gil Vicente. Ao apresentá-la, o teatrólogo português diz: "A seguinte farsa de folgar foi representada ao muito alto e mui poderoso rei D. João, o terceiro do nome em Portugal, no seu Convento de Tomar, na era do Senhor 1523. O seu argumento é que, porquanto duvidavam certos homens de bom saber, se o Autor fazia de si mesmo estas obras, ou se as furtava de outros autores, lhe deram este tema sobre que fizesse:

Mais vale asno que me leve que cavalo que me derrube.

A obra pode ser dividida em cinco partes: a primeira é um retrato da rotina na qual se insere a protagonista; a segunda reflete a situação da mulher na sociedade da época, cujos registros são dados pela mãe de Inês, pela própria Inês e por Lianor Vaz; a terceira mostra o comércio casamenteiro, representado pelos judeus comerciantes e pelo arranjo matrimonial-mercantil de Inês com Brás da Mata; a quarta considera o casamento, o despertar para a realidade, contrapondo-a ao sonho que embalava as fantasias da protagonista e, finalmente, a quinta parte reflete a realidade brutal da qual Inês, experiente e vivida, procura tirar proveito próprio. A peça apresenta uma situação concreta, com uma personagem bem delineada psicologicamente e um fio condutor melhor configurado que as produções anteriores de Gil Vicente.

O enredo é simples: uma jovem sonhadora procura, por meio do casamento com um homem que saiba tanger viola, fugir à rotina doméstica. Despreza a proposta de Pero Marques, filho de um camponês rico, homem tolo e ingênuo, e aceita se casar com Brás da Mata, escudeiro pelintra e pobretão. No entanto, os sonhos da heroína são logo desfeitos, porque o marido revela sua verdadeira personalidade, maltratando-a e explorando-a. Brás da Mata vai para a África e lá vem a falecer. Inês, ensinada pela dura experiência, toma consciência da realidade e aceita se casar com Pero Marques, seu primeiro pretendente. Depressa também a jovem aceita a corte de um falso ermitão. A farsa termina com o marido (cantado por ela como cuco, gamo e cervo, tradicionalmente concebidos como símbolos do homem traído) levando-a às costas (asno que me carregue) até a gruta em que vive o ermitão, para um encontro nada ingênuo.

História e evolução do teatro

Surgimento e evolução: a atuação em destaque

É difícil precisar o surgimento do teatro, mas o mais provável é que tenha nascido na Pré-História, caminhando conforme a evolução do homem até chegar ao que conhecemos hoje. A arte de representar veio basicamente das situações vividas pelo ser humano primitivo, ou seja, de sua necessidade de prestigiar, dominar e compreender a natureza e seus fenômenos. Ao longo de vários séculos, os homens utilizaram de danças, cantos e mímicas, por exemplo, para expressar também seus sentimentos, medos, ideias, vontades, passados, futuros e até mundos paralelos e fantásticos que eventualmente foram surgindo e dando os contornos do teatro moderno.

Nas palavras de Aristóteles, a imitação “é uma prerrogativa do próprio homem”, o que é perfeitamente aceitável, basta que peguemos simples manifestações do homem primitivo e as comparemos com o que é visto hoje como atuação: bater de palmas, mostrar de dentes, danças com os mais variados passos, bem como gritos, risos e choros.

O tempo foi um elemento essencial para o amadurecimento das ideias dos homens. Foi dessas pequenas encenações corriqueiras que nasceu a filosofia, num processo de criação que nunca mais cessou. E assim, surgiu a história cronológica do teatro, que apresenta personalidades importantes para o crescimento dos conceitos e das filosofia humanas.

O desembarque do teatro na Grécia

Foi com a sociedade egípcia, porém, que o teatro começou a se mesclar com outras questões além da natural. Aqui, as encenações expandiram-se para a área religiosa, onde passaram a ser tributos aos seus deuses, com histórias pré definidas voltadas para o entretenimento da nobreza da sociedade.

A história do deus Osíris, um drama mitológico, é a peça mais antiga que se conhece (escrita em 3200 a.C.). Relata a história do assassinato do deus Osíris por seu irmão Seth, escrito em papiro e descoberto em Luxor, no ano de 1895. Ele contém, entre outras coisas, as ilustrações das cenas, as palavras ditas pelos atores que representam a história e comentários explicativos.


Do Egito, o teatro seguiu para a Grécia, onde adquiriu seus pilares básicos pelos quais o conhecemos. No início, os gregos praticavam o “ditirambo”, uma espécie de procissão em homenagem ao deus Dionísio (ou Baco, em Roma), responsável pelas boas safras de uva na região, na qual se reunia centenas de pessoas tanto nas cidades, quanto nos meios rurais. Com o tempo, os “ditirambos” se aperfeiçoaram com variadas encenações das peripécias do deus homenageado, sendo comédias ou tragédias, assumindo o ar de ritual sagrado.

Foi na Grécia também que popularizou-se o uso de máscaras que expressavam uma característica marcante da personagem em cena ou o seu estado de espírito no momento.

O dono da ideia e responsável pela difusão desse elemento foi Téspis, considerado como o primeiro diretor e ator teatral propriamente dito da História – convidado pelo tirano Psístrato para organizar uma procissão na cidade de Atenas, Téspis percebeu que o público, devido ao seu volume, muitas vezes não conseguia acompanhar os diálogos da peça, mas que por meio das máscaras, coloridas e expressivas, o entendimento fluía melhor pois daí nascia a possibilidade de entender o que se passava na história com uma olhada rápida.

A narração das histórias ficava ao encargo do “Coro”, que funcionava como o intermediário entre os atores e a plateia, trazendo certos sentimentos à tona e arrematando a peça com uma conclusão moralista. Todos os papéis eram encenados por homens, pois a participação de mulheres era proibida, uma vez que não eram vistas como cidadãs.

A palavra “teatro” também nasceu na Grécia, vindo dos verbos “ver, enxergar” (theastai), e em pouco tempo sua prática se expandiu de um pequeno círculo para palcos elevados e com mais requinte, providenciados pelos escritores da peça da vez.

O Japão e a Coréia, mesmo sem contatos com o mundo ocidental, desenvolveram formas próprias de teatro. No Japão, o sacerdote Kwanamy Kiyotsugu, que viveu entre os anos de 1333 e 1384 da era cristã, foi o primeiro dramaturgo japonês. O seu teatro era de extrema perfeição técnica. Tinha entre suas principais manifestações, a dramaturgia Nô, surgida do ensino do budismo Zen e dotada de grande complexidade psicológica e simbólica, e o Kabuki, mais popular, embora igualmente importante.

Teatro romano

O teatro romano sofreu fortes influencias do teatro grego, com poucas modificações e novidades. No lugar de um palco, erguiam na capital, Roma, enormes tendas para as encenações. Como novidades podemos citar a criação da pantomima que, por meio de acordes musicais, era realizada por um único ator que representava todos os papéis da peça.

A influência do cristianismo sobre o teatro

O teatro chegou a ser considerado uma atividade pagã por força do Cristianismo, o que prejudicou muito o seu desenvolvimento. Ironicamente, foi a própria Igreja que o "ressuscitou", na era da Idade Média, através de representações da história de Cristo. Enquanto isso, atores espanhóis profissionais trabalhavam por conta própria e recebiam patrocínio, por meio de festivais religiosos que eram realizados nas cortes da Espanha, com alta influência herdada das encenações italianas.

Foi na Itália que surgiu o inovador teatro renascentista, que influenciou decisivamente outras nações europeias, por meio de caravanas realizadas por companhias de Commedia Dell'Arte.

Outra novidade italiana foi a participação de atrizes, além das evoluções cênicas, como o da infra-estrutura interna de palco. Inglaterra e França "importaram" as mudanças italianas e incorporaram-nas em seus estilos teatrais, com destaque para Shakespeare.

A evolução teatral

A partir do século XVIII, acontecimentos como as Revoluções Francesa e Industrial, mudaram a estrutura de muitas peças, popularizando-as através de formas como o melodrama. Nessa época, em todo o mundo, surgiram inovações estruturais, como o elevador hidráulico, a iluminação a gás e elétrica (1881). Os cenários e os figurinos começaram a ser melhor elaborados, visando transmitir maior realismo, e as sessões teatrais passaram a comportar somente uma peça. Diante de tal evolução e complexidade estrutural, foi inevitável o surgimento da figura do diretor.

O teatro do século XX se caracterizou pela quebra de tradições, tanto no "design" cênico e na direção teatral, quanto na infra-estrutura e nos estilos de interpretação. Hoje, o teatro contemporâneo abriga, sem preconceitos, tanto as tradições realistas como as não-realistas, subdividindo-se em diversos gêneros, com outros diversos elementos de cena e regras.

Ciclo PDCA

O ciclo PDCA, ciclo de Shewhart ou ciclo de Deming, é um ciclo de desenvolvimento que tem foco na melhoria contínua.

O PDCA foi introduzido no Japão após a guerra, idealizado por Shewhart e divulgado por Deming, quem efetivamente o aplicou. Inicialmente deu-se o uso para estatística e métodos de amostragem. O ciclo de Deming tem por princípio tornar mais claros e ágeis os processos envolvidos na execução da gestão, como por exemplo na gestão da qualidade, dividindo-a em quatro principais passos.

O PDCA é aplicado para se atingir resultados dentro de um sistema de gestão e pode ser utilizado em qualquer empresa de forma a garantir o sucesso nos negócios, independentemente da área de atuação da empresa.

O ciclo começa pelo planejamento, em seguida a ação ou conjunto de ações planejadas são executadas, checa-se se o que foi feito estava de acordo com o planejado, constantemente e repetidamente (ciclicamente), e toma-se uma ação para eliminar ou ao menos mitigar defeitos no produto ou na execução.

Os passos são os seguintes:

    - Plan (planejamento): estabelecer uma meta ou identificar o problema (um problema tem o sentido daquilo que impede o alcance dos resultados esperados, ou seja, o alcance da meta); analisar o fenômeno (analisar os dados relacionados ao problema); analisar o processo (descobrir as causas fundamentais dos problemas) e elaborar um plano de ação.

    - Do (execução): realizar, executar as atividades conforme o plano de ação.

    - Check (verificação): monitorar e avaliar periodicamente os resultados, avaliar processos e resultados, confrontando-os com o planejado, objetivos, especificações e estado desejado, consolidando as informações, eventualmente confeccionando relatórios. Atualizar ou implantar a gestão à vista.

    - Action (ação): Agir de acordo com o avaliado e de acordo com os relatórios, eventualmente determinar e confeccionar novos planos de ação, de forma a melhorar a qualidade, eficiência e eficácia, aprimorando a execução e corrigindo eventuais falhas.

Ciclo PDCA eas metas

Há dois tipos de metas:

- Metas para manter

- Metas para melhorar

Metas para manter

Exemplos de metas para manter: Atender ao telefone sempre antes do terceiro sinal. Estas metas podem também ser chamadas de "metas padrão". Teríamos, então, qualidade padrão, custo padrão, prazo padrão, etc.

O plano para se atingir a meta padrão é o Procedimento Operacional Padrão (POP). O conjunto de procedimentos operacionais padrão é o próprio planejamento operacional da empresa.

O PDCA utilizado para atingir metas padrão, ou para manter os resultados num certo nível desejado, pode então ser chamado de SDCA (S de standard).

Metas para melhorar

Exemplos de metas para melhorar: Reduzir o desperdício de 100 unidades para 90 unidades em um mês ou Aumentar a produtividade em 15% até dezembro.

De modo a atingir novas metas ou novos resultados, a "maneira de trabalhar" deve ser modificada; por exemplo, uma ação possível seria modificar os [Procedimentos Operacionais Padrão].

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Fonte: Wikiwiki!

Sobre mim!

Juliana Fernandes, estudante de 18 anos com sérios problemas mentais, inaugura seu 123343º blog, desta vez com o intuito de reunir o máximo de informação possível para o vestibular (e coisas mais!)
Junto ao seu fiel parceiro invisível, sem nome e inexistente, ela continua sua árdua tarefa de manter-se atualizada para não levar mais tapas da profª de Matemática de Pinhal City, a roça!!
Não perca o próximo capítulo dessa incrível aventura!!


"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

- Clarice Lispetor


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