Um breve diálogo sobre a corrosão do caráter no novo capitalismo
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Maurício e Nair, os jovens empreendedores: nos circuitos faiscantes dos serviços globalizados
Maurício (20 anos) e Nair (17 anos) compõem a terceira geração de uma família de operários. Migrante do Paraná, o patriarca Genésio chegou a São Paulo em 1978 (tinha então 45 anos) com a esposa e seis filhos. Alguns dias depois já estava instalado em uma moradia mais do que precária em uma região de ocupação, que, no correr dos anos, transformou-se em uma grande favela. É uma família de operários metalúrgicos. Genésio, hoje aposentado, conseguiu emprego poucos dias depois de sua chegada, e seguiu por dezenove anos nesse mesmo emprego. Quanto aos cinco filhos mais velhos, em pouco tempo também estavam trabalhando em algumas das grandes fábricas da região. Depois, ainda nos anos de 1980, passariam a trabalhar nas pequenas fábricas instaladas nas imediações da favela, e lá se manteriam por todos esses anos, com salários baixíssimos, mas uma estabilidade que as novas gerações já não iriam conhecer.Os jovens Maurício e Nair estão tentando a sorte nos circuitos faiscantes dos serviços globalizados. Maurício começou a trabalhar em 1999. Tinha então 16 anos e conseguiu, por indicação de conhecidos de seus pais, um emprego de office-boy no Parque Aquático The Waves. Seis meses depois, o parque foi à falência e fechou. No seu lugar foi construído um hipermercado Extra e, ao lado, uma das maiores e mais sofisticadas academias de ginástica, a caríssima Unysis. Depois, trabalhou como office-boy numa agência de emprego, na qual progrediu para auxiliar administrativo. Mas a quantidade de serviço diminuiu e a empresa se afundou em dificuldades financeiras. Ele amargou dois anos de desemprego, com inúmeras e persistentes tentativas de achar trabalho, sem sucesso. Quase sempre em lojas de shoppings centers, algumas de grifes famosas: "Eu queria trabalhar com o público, é isso o que eu gosto, e daí falei – 'vou me dar bem'". Fez entrevista na Ellus, grife conhecida de jeans, mas a concorrência era muito grande – "todo mundo querendo entrar, pessoal que trabalha, pessoal que estava cursando faculdade, tinha até modelo, sabe?". Espalhava currículos por onde passava, sem conseguir nada. Então surge a oportunidade, quando uma vizinha o apresenta para a assessora de imprensa de um escritório de promoção de eventos culturais. A empresa fica no rico bairro do Morumbi, na avenida Giovanni Gronchi. O seu trabalho é atender os telefonemas, cuidar das agendas, marcar entrevistas. Esse emprego joga Maurício em um mundo que seria inimaginável para seus pais. Vez por outra, acompanha os eventos organizados, por exemplo, no Olympia, badalada e prestigiosa sala de shows. Maurício transita pelo "circuito nobre" da cidade: shoppings centers, bares e pontos de encontro no Centro, ou os agitadíssimos bairros de classe média, Moema e Vila Nova Conceição, Pinheiros e Vila Madalena. Diz que começou a transitar pelos circuitos badalados já nos tempos da agência de empregos: fez amigos, passou a freqüentar outros circuitos, conheceu muita gente e vez por outra conseguia entrar de graça nas grandes casas de espetáculo, pelas mãos de "gente conhecida" lá de dentro. "Tenho amigos de São Paulo inteiro", diz Maurício.
É bem possível que o rapaz exagere e haja um tanto de ficção nisso tudo. Mas o fato é que o rapaz já está mirando para outros lugares e de outros lugares. Sonha fazer uma "faculdade de comunicação" e encontrar o seu lugar nesses faiscantes circuitos dos modernos serviços da "cidade global". Acha que tem jeito e talento para isso. É muito provável que esse sonho dourado não vá longe e que o rapaz logo bata de frente nas regras mais do que excludentes dos modernos-moderníssimos circuitos globalizados. Mas os lances da vida já configuraram outro jogo de referências e outros prismas pelos quais a cidade se lhe apresenta: diferente da geração dos seus pais, que valorizam exatamente essa espécie de "mundo à mão" que a favela lhes oferece – a família que está por perto, os empregos ali do lado. Para Maurício, na favela tudo é longe e a periferia não tem nada, os lugares são perigosos e, além do mais, é tudo muito feio: "Aqui não tem nada, não tem nem paisagem agradável para ver".
Nair, 17 anos, prima de Maurício, começou a trabalhar muito cedo e seus percursos dizem algo dos novos circuitos dos empregos da região. Em 1995, aos 11 anos de idade, trabalhava em uma pequena firma terceirizada que montava brinquedos para o McDonald's. Várias meninas suas vizinhas trabalhavam lá. Quem tocava o negócio era uma conhecida da família, na garagem de uma casa em uma rua próxima à avenida Giovanni Gronchi, ponto de ligação entre a pauperizada região em que mora e o riquíssimo Morumbi. No seu entroncamento, ao lado do hipermercado Carrefour, está a loja do McDonald's. Em 1998, trabalhou seis meses numa empresa que monta canetas para propaganda: era ano eleitoral e havia muito serviço. Depois, em um período em que não conseguia nenhum emprego, resolveu montar, junto com a mãe, um negócio de revenda de roupas. Em 2001, aos 17 anos, conseguiu, por meio da indicação de uma amiga, emprego como atendente na Companhia Atlética, no Shopping Morumbi: lugar de ricos e famosos em busca de "saúde e boa forma". Para ela, a boa sorte chegou. É de lá que Nair espera alçar vôo e conseguir empregos mais promissores nas lojas desse luminoso circuito do consumo de alta renda. Nair também pensa em seu futuro: quer aprender inglês, fazer um curso de enfermagem, juntar algum dinheiro nessa profissão, para então realizar o sonho de uma faculdade de fisioterapia. Enquanto espera a boa sorte, Nair acompanha o primo Maurício em suas andanças pela cidade, entre shoppings centers e bares de Vila Madalena, Pinheiros e Moema.
Os dois primos têm em mira outros horizontes. Maurício empenha-se em melhorar de vida: completou o segundo grau e quer continuar os estudos, nunca vacilou na procura do emprego e tenta tirar tudo de si para encontrar um lugar melhor. Enfim, Maurício é um empreendedor, como sua prima Nair. É assim que ele se enxerga, e ela também. E, para ambos, é esse o crivo que faz a diferença com relação a seus amigos de infância e vizinhos. "Também tem gente como eu", diz Maurício, "gente que batalha e quer mudar de vida." Mas avalia: "A maioria fica onde está, vai se acomodando, não quer saber de nada, não tenta outros vôos para suas vidas". Essa é uma clivagem complicada, bem sabemos. O ethos empreendedor do individualismo mercantil está aí bem cifrado, também o sabemos. Mas é nesse código que ele formula as esperanças de construir uma vida plausível. É nessa clivagem que está o nervo (um deles) exposto do mundo. O problema não é morar na favela. São mundos diferentes, mas o domínio dos dois códigos não é excludente, e eles transitam entre um e outro com desenvoltura.
Maurício e sua prima Nair são personagens que esclarecem algo sobre o modo como a dobradura entre os mundos é feita, entre a materialidade da cidade e seus circuitos e a natureza das conexões (e dos conectores) que operam esse jogo de acessos e bloqueios. É aí, nessas dobraduras da vida social, que o drama se configura. Por isso mesmo os percursos desses jovens personagens nos ajudam a compor o quadro das complicações atuais: o mundo dos serviços e seus circuitos modernos, verdadeiro campo de gravitação (referências, possibilidades e também bloqueios) em um cenário de encolhimento dos empregos e de trabalho precário. E ainda: a violência de todos os dias e os "caminhos tortos" da vida que vão capturando muitos de seus vizinhos (como em todos os lugares) nos circuitos do tráfico de drogas e da criminalidade violenta. Tudo isso compõe um conjunto de coordenadas que ajudam a desenhar uma cartografia social, seguindo as linhas de força que atravessam o mundo social e seus pontos de ruptura, suas passagens e também suas ambivalências.
Jorge, o trabalhador precário: no circuito fechado das agências de trabalho temporário
Os percursos desses jovens encantados com os circuitos faiscantes da "cidade global" têm que ser confrontados com outros, com os daqueles que transitam nos circuitos que se alimentam da riqueza da cidade global, sem conseguir romper o círculo de ferro das agências de trabalho temporário. Assim é a história de Jorge, 31 anos, o filho mais novo do patriarca Genésio e tio, portanto, dos jovens empreendedores.
O rapaz tem uma história em tudo diferente dos irmãos mais velhos. Entrou na vida adulta em um mundo já revirado, não encontra alternativas fora do trabalho precário e amarga períodos prolongados de desemprego. Impossível reproduzir a estável trajetória de trabalho de seus irmãos. Mas ele viveu a virada dos tempos também pelo outro lado, o da violência, que em poucos anos dizimou quase todos os seus amigos de infância e adolescência. E liquidou um animadíssimo grupo de som que ele comandava junto com amigos, abastecido com CDs e discos comprados nas famosas galerias do Centro da cidade, ponto de encontro de jovens aficionados do rap e do hip-hop. Como ele conta, alguns foram mortos, outros estão fugidos. Ele também "contrariou a estatística", para evocar o trecho de uma letra de música dos Racionais MCs, grupo de rap que é uma referência importante nas periferias da cidade e certamente um pólo de identificação para Jorge, como para tantos outros (cf. Khel, 2000). Diferente dos sobrinhos empreendedores, as luzes faiscantes dos serviços globalizados não fazem parte de suas cogitações, e ele tampouco sonha em morar em outras paragens. É lá mesmo, na periferia (é ele que usa o termo, "é tudo periferia"), que constrói conexões de sentido de sua vida. Como ele diz, "periferia é isso aí... aquela música dos Racionais diz tudo".
Jorge tem uma trajetória ocupacional errática, não consegue se estabelecer nos empregos e vai seguindo os anos entre períodos de trabalho precário e desemprego. O único traço de continuidade em sua história ocupacional é a intermediação das agências de emprego temporário, e o único traço em comum com seus irmãos mais velhos é a circulação pelo que poderíamos chamar de mercado local. Mas se para estes o raio de circunferência dos empregos foi em grande parte demarcado pelas redes sociais em que circulavam informações e aberturas de oportunidades, no caso de Jorge os tempos são outros e a entrada no mercado se faz em boa medida pela intermediação das agências. São elas que arbitram e decidem a locação dos empregados, e as escalas de distância e proximidade é justamente um dos critérios. Não poucas vezes Maurício viu sua chance de emprego se esvanecer por não morar nas proximidades da empresa.
É verdade que alguns furam o cerco e conseguem emprego. Mas entram então em um circuito fechado, muito difícil de ser rompido. Assim acontece com Marcelo, 22 anos, que mora em um bairro ao lado. Tem o secundário completo, fez curso de informática e outro com o indefinível nome de "técnicas comerciais". Conseguiu um emprego de caixa no Carrefour. Trabalho temporário. Até que se saiu bem e conseguiu ser contratado. Mas, ele pondera, caixa de supermercado não é futuro nem dá futuro para ninguém. No máximo, de caixa a repositor de estoques. Marcelo espera mais da vida. Contudo, ele diz que, uma vez em supermercado, sempre em supermercado – "no que você coloca a experiência de supermercado no currículo, um American Express, uma Xerox, uma firma não vai te chamar, o cara da empresa vai te olhar e vai falar, o cara é supermercado, vai trabalhar em supermercado". Saiu desse emprego e tentou outras entradas no mercado de trabalho: apelou a amigos e conhecidos, espalhou currículos por todos os cantos. Sem sucesso. Depois de algum tempo, foi chamado para trabalhar no hipermercado Extra. "Caí na real", diz Marcelo, "não tem jeito", ou isso ou o desemprego. Quando o encontramos, em 2001, havia sido promovido a repositor de estoques.
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Industrialização no Brasil
- disponibilidade de capital para investimentos em indústrias (o dinheiro de plantadores, comerciantes e financistas do café era investido na indústria em época de crise da exportação);
- existência de amplo contingente de força de trabalho à disposição do empresariado (a força de trabalho vinha da economia cafeeira, que, uma vez em crise, expulsava os trabalhadores desocupados, que, não tendo como sobreviver, vendiam sua força de trabalho muito barato para a indústria);
- formação de um mercado consumidor (o crescimento do operariado, das camadas médias e da burguesia do País constituía o conjunto de potenciais consumidores das manufaturas nacionais).
A industrialização nascia no Brasil, subordinada à ecnonomia agroexportadora e ao capitalismo internacional, que continuava impondo limites ao desenvolvimento dos países dependentes nessa divisão internacional do trabalho. Assim, era uma indústria que se limitava a alguns produtos para consumo que incorporava uma tecnologia simples (têxtil, roupas e calçados, alimentos, bebidas, fumo, madeira, química e farmácia, entre outros).
A produção de máquinas e equipamentos para a indústria, que teria sido importante para libertar o País da dependência econômica, não se fazia, porque era impossível concorrer com as economias fortes e desenvolvidas tecnologicamente da Europa e dos Estados Unidos. Por isso, sustenta-se que a indústria no Brasil chega atrasada e com um desenvolvimento industrial limitado.
Uma nova crise da economia agroexportadora, nos anos 30 do século XX, favorece mais uma vez a retomada da produção industrial nacional. Diante das dificuldades para importar produtos e equipamentos industriais manufaturados, novas fábricas foram criadas e as antigas passaram a empregar toda a capacidade produtiva. Entre 1933 e 1939, a indústria nacional cresceu 11,3%, contrastando com a agricultura, cuja produção aumentou apenas 1,7%.
A partir de 1930, sobretudo em 1937, este crescimento foi apoiado pelo Estado que assume a política de industrialização como necessária ao desenvolvimento da Nação. No entanto, este nacionalismo irá prevalecer em algumas circunstâncias, já que até a década de 1940, muitas vezes o Estado submeteu-se às pressões estrangeiras e sua economia continuou dependente no quadro da divisão internacional do trabalho.
No final dos anos de 1940, a industrialização do País, embora dependente, era um fato irreversível. A expansão capitalista e urbana aumentava o número e a importância das classes sociais mais novas: a burguesia industrial e financeira, o proletariado urbano e as camadas médias ligadas à burocracia estatal, às empresas provadas e ao setor de serviços.
Encerrava-se o primeiro ciclo representativo do capitalismo com os dois governos de Getúlio Vargas, entre 1937 e 1954.
Criava-se mercado para diversas indústrias e barateava-se o fornecimento de matérias-primas e insumos industriais, os investimentos estatais dinamizaram a economia que entrava em novo e vigoroso ciclo de crescimento.
O ciclo de crescimento econômico do final dos anos 1960 e da década de 1970, que coincide com os governos militares, é seguido de estagnação e inflação em grande parte nas duas últimas décadas do século XX. Essa crise levou a importantes mudanças na composição da economia, na gestão das empresas, nas relações de trabalho e na ocupação. Um fenômeno de ordem mundial, mas que teve impactos significativos também no Brasil.
O modelo de desenvolvimento (o chamado Brasil Grande), que era sustentado pelo investimento estatal, com bases nacionalistas, e uma forma hierárquica e/ou burocrática para gestão das empresas, deixa passagem para outro modelo que se impunha de forma gradativa, que ganhava maior visibilidade a partir da década de 1980.
Chega-se, assim, ao momento atual do capitalismo, chamado por alguns de capitalismo flexível, capitalismo financeiro, pós-fordismo, entre outras denominações. Hoje, vive-se uma forma de capitalismo que radicaliza a competitividade e pressiona cada vez mais pela globalização da economia. O capital penetra em todos os lugares geográficos, esferas da existência e em tempo real (sempre conectado no mesmo instante), graças às novas tecnologias.
Hoje, no mundo do trabalho, a ameaça do desemprego e os novos requisitos para manutenção do trabalho entram em cena. Observa-se uma diminuição sensível do emprego na indústria e o crescimento na área de serviços.
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Fonte: Adaptado de: ALENCAR, Francisco et al. História da sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1979
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Modelo Japonês de Administração
Tivemos inclusive até uma prova sobre isso!!!
Gabriel nos passou muitos textos relacionados ao assunto, mas o principal foi uma apostila do Modelo Japonês de Administração que eu encontrei em pdf para quem quiser consultar. Lembrando que isso é matéria de 2º ano do Ensino Médio, de Geografia, também... =D
Clique aqui para ver o conteúdo da apostila =D
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Política!
Segue alguns links que tratam do mesmo assunto:
Aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui! =D
Não gosto de política, mas esse ano vou votar...
Só estou indecisa ainda entre o Tiririca e o Marcelinho Carioca '-'
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A geração do bem-estar
Com a economia a todo vapor e os avanços sociais no país, brasileiros descobrem que nunca foram tão felizes
Amauri Segalla e Luiza Villaméa1. A estudante de direito da PUC-SP Laís Pragana, 19 anos, diz que a família está tão bem que até o pai já pensa em fazer faculdade 2. A motogirl Denise Cardoso, 27 anos, jamais ganhou tanto: de um ano para o outro, sua renda passou de R$ 1,8 mil para R$ 2,8 mil 3. O executivo Sérgio Moryama, 38 anos, foi promovido porque sua empresa está quebrando recordes de vendas de planos de saúde 4. A psicóloga Rochele Mendonça, 31 anos, viajou para o Exterior pela primeira vez porque pôde parcelar as passagens em suaves prestações 5. O açougueiro José da Silva Batista, 32 anos, ganhou um aumento, comprou uma moto e agora planeja adquirir um carro 6. O frentista Adriano dos Santos, 29 anos, arranjou um emprego novo e aumentou seu salário 7. O eletricista Valdivino Coelho, 40 anos, conseguiu enfim comprar um terreno para construir a casa própria 8. A atendente de telemarketing Daniela Martinez, 18 anos, juntou dinheiro e fez uma viagem para Londres. 9. O advogado José Guilherme de Almeida, 55 anos, trocou um espaçoso apartamento no Rio de Janeiro por um imóvel maior ainda 10. A estudante de medicina em Brasília Sarah Xavier, 24 anos, bancou a faculdade com uma bolsa do ProUni. Ela é o primeiro membro da família a fazer curso superior 11. O empresário Luiz Marques dos Santos, 49 anos, ampliou sua loja de material de construção graças ao crédito farto 12. A gerente de loja Karen Pizzoni, 37 anos, comprou casa, carro e viaja todo ano para o Exterior 13. A gari Roberta Maria da Silva, 30 anos, comprou um celular para o filho de 15 anos e vai presentear a filha de 13 com um perfume caro 14. A arrumadeira Ademárcia Lopes da Silva, 33 anos, vai trabalhar com o carro próprio e construiu sua casa 15. O jardineiro Hamilton Morais de Oliveira, 42 anos, conseguiu comprar quatro motos com os R$ 900 que recebe por mês 16. O pequeno empresário Sane Leite, 37 anos, estava falido em 2003, mas agora é dono de uma revendedora de carros que emprega 12 pessoas 17. A cozinheira Govinda Lilamrta, 25 anos, tem uma filha (Nana, 5 anos) e está investindo em um curso de culinária e em aulas de inglês 18. A executiva Hercília Ícara Oliveira, 22 anos, realizou em junho um sonho de vida: foi contratada por uma multinacional
O advogado José Guilherme Costa de Almeida, 55 anos, vai mudar de casa nos próximos dias. Com os ganhos em alta, ele decidiu trocar um confortável apartamento na Glória, no Rio de Janeiro, por um imóvel ainda mais espaçoso em Santa Tereza. O pequeno empresário Sane Leite, 37 anos, estava falido em 2003. Sem um tostão no bolso, conseguiu emprego na loja de carros de um amigo. Dois anos depois, comprou o negócio. Hoje, a revendedora em Sobradinho (DF) emprega 12 pessoas e o ajuda a sustentar cinco filhos de quatro casamentos. A estudante de medicina Sarah Xavier vai se formar no final do ano na Universidade Católica de Brasília. Ela é a primeira de sua família a concluir a faculdade – alcançou o improvável graças a uma bolsa do programa ProUni. A cozinheira Govinda Lilamrta, 25 anos, conseguiu em 2010 realizar um sonho antigo: começou a estudar inglês em uma escola particular de São Paulo. “E sou eu que banco o curso”, diz. A gari Roberta Maria da Silva, 30, está orgulhosa. Depois de economizar o ano inteiro, adquiriu um celular para o filho de 15 anos e agora planeja comprar um perfume para a filha de 13. Representantes de todas as classes sociais do País, os brasileiros listados acima vivem um momento singular: eles nunca foram tão felizes. Não são os únicos. Com a economia a todo vapor, o sentimento de bem-estar poucas vezes esteve tão presente na vida nacional (em inglês, essa sensação é chamada de “feel good factor”) e a avalanche de indicadores positivos faz supor que o otimismo vai durar muito tempo.
É consenso entre economistas que existe uma relação entre o aumento da renda das pessoas e a sensação de bem-estar. O fenômeno é observado principalmente nos países em desenvolvimento. Nas nações ricas, mais ou menos dinheiro quase não afeta a percepção de felicidade de seus habitantes – como eles já estão satisfeitos, o prazer da conquista tende a ser menor. O caso brasileiro é diferente, pois o País passou por uma transformação brutal nos últimos 15 anos. A estabilidade econômica foi o ponto de partida para que o Brasil finalmente desse início a um processo de grande mobilidade social. Um movimento capaz de tirar da linha da pobreza milhões de brasileiros, de alçar à condição de classe média um contingente enorme de trabalhadores e de proporcionar uma rápida escalada para quem já estava perto do topo. Assim, todos tiveram – e continuam tendo – oportunidade de dar prosseguimento a seus sonhos. Segundo o economista Eduardo Giannetti, autor do livro “Felicidade”, existe até um número mágico para delimitar o grau de satisfação de um país. “Estudos mostram que, quando uma nação tem PIB per capita de até US$ 10 mil, há uma forte correlação entre aumento da renda e melhoria do bem-estar coletivo”, diz. “Depois isso, essa associação perde importância.”
De acordo com o raciocínio de Giannetti, os indicadores econômicos mostram que, num certo sentido, vivemos o ápice do bem-estar. Depois de amargar crescimentos pífios nos anos 1980 e 1990, o Brasil vai encerrar a atual década com uma impressionante disparada de 163% em sua renda per capita, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional. Para efeito de comparação, no mesmo período os ganhos dos argentinos vão crescer só 10%. Curiosamente, a renda per capita brasileira deve ultrapassar os US$ 10 mil em 2011. Ou seja, o País vai atingir no ano que vem um grau de conforto que o equipara a nações ricas. “Sem inflação alta e com crescimento econômico, as sociedades ficam mais otimistas e confiantes no futuro”, diz o cientista político Bolivar Lamounier, coautor de “A Classe Média Brasileira.”
Pesquisas confirmam a observação de Lamounier. Segundo um estudo divulgado na semana passada pela GfK, quarto maior grupo de pesquisa de mercado do mundo, o brasileiro está otimista quanto à situação econômica nos próximos cinco anos. Mais de 50% dos mil consumidores entrevistados acreditam que o futuro será ainda melhor que o presente – que já consideram ótimo. Outro levantamento recente, realizado pelo Projeto Brasilidade, constatou que a autoestima nacional nunca esteve tão elevada. “Vamos iniciar a próxima década com muita esperança”, afirma o cientista político Rodrigo Mendes Ribeiro, coordenador do estudo. Segundo ele, o “complexo de vira-lata” (expressão criada pelo escritor Nelson Rodrigues e que definia a suposta sensação de inferioridade que o brasileiro sentia em relação ao resto do mundo) é algo definitivamente deixado para trás. Em vez de desanimados e pessimistas, os brasileiros hoje são altivos e confiantes no futuro. Sob qualquer ângulo que se analise o momento do País, é inevitável chegar a números superlativos. De acordo com prognósticos do governo e de analistas independentes, o PIB do Brasil vai crescer entre 6,5% e 7% em 2010. Se o dado se confirmar, a expansão econômica nacional só será menor que o crescimento observado na China. Trata-se de uma performance impressionante, principalmente diante dos prognósticos apocalípticos feitos pouco tempo atrás sobre os supostos terríveis efeitos da crise global no Brasil. Basta uma espiada nos balanços de diversos setores para que se descubra a ebulição em curso no País. Um estudo da consultoria MB Associados revelou que as vendas de Natal vão movimentar R$ 98 bilhões em 2010. É o valor mais alto da história, o que vai exigir um aumento de até 60% da compra de insumos e produtos no Exterior para sustentar o aumento espetacular da demanda. No varejo como um todo, as altas vão superar a casa dos dois dígitos – percentual só acompanhado por países como China e Índia. Em nenhum lugar do planeta o uso de cartões de crédito e débito cresce como no Brasil: mais de 20% ao ano, o que revela que as pessoas estão comprando como nunca. Os exemplos se repetem em vários segmentos (leia quadro) e colocam o País na linha de frente do novo tabuleiro de forças da economia mundial. O Brasil já é o quarto maior mercado de automóveis do planeta e, em 2011, será o terceiro no ranking global de vendas de computadores, para citar apenas alguns exemplos. Esse salto notável se deve a pessoas como a cozinheira Sandra Maria Sabino Bertoldo, 54 anos. Quando viu, pela primeira vez, uma tevê de LCD de 32 polegadas na vitrine de uma loja, Sandra decidiu que faria de tudo para comprar o aparelho. Moradora do Morro dos Prazeres, favela no centro do Rio que no início do ano foi palco de deslizamentos provocados pelas chuvas de verão, ela economizou durante quase um ano para comprar à vista e por R$ 1,5 mil a cobiçada televisão. “Valeu a pena”, diz. Típica integrante da nova classe C (leia reportagem na página 48), Sandra se enquadra num perfil clássico. De acordo com o pesquisador Renato Meirelles, diretor do instituto Data Popular, especializado em estudar os hábitos das camadas populares, a autoestima tem uma importância vital para a baixa renda. Mais do que adquirir produtos, a pessoa precisa mostrar aos vizinhos, aos amigos e aos colegas de trabalho que possui um bem de causar inveja. É por isso que as classes emergentes gastam muito e estimulam a economia mais do que qualquer outro setor da sociedade. Em 2010, apontam os dados do Data Popular, os integrantes da classe D vão gastar R$ 381,2 bilhões, valor que representa mais do que o dinheiro disponível para o consumo na classe A (R$ 261,1 bilhões) e na classe B (R$ 329,5 bilhões.). É fácil explicar essa conta. Como são em maior número, os membros da classe D geram maior escala financeira. “O Brasil continua sendo um país com enorme desigualdade social, mas há um dado impressionante”, diz Giannetti. “De 2003 a 2008, a renda dos 10% mais pobres aumentou 8% ao ano, enquanto os ganhos dos ricos cresceram 1,5%.” Durante muito tempo, essa equação estava invertida na lógica capitalista brasileira. Agora, o abismo social, ainda grande, está enfim sendo combatido. O principal termômetro que revela o fôlego de uma economia é o emprego. De janeiro a julho, foi criado no País 1,6 milhão de novos postos com carteira assinada, recorde para o período desde que o Ministério do Trabalho começou a fazer a contagem, há 20 anos. Em uma década, o Brasil gerou 15 milhões de empregos, o equivalente a toda a população da Holanda. Associe-se a isso o aumento gigantesco do crédito, que em oito anos acrescentou mais de R$ 1 trilhão à economia brasileira, e o cenário que se constrói é de uma nação que caminha a passos chineses. É a fartura de crédito que faz com que brasileiros como o pequeno empresário paulista Luiz Marques dos Santos, dono de uma loja de material de construção, consiga ampliar seus negócios. “Há dez anos, eu pedia R$ 100 mil para o banco e conseguia no máximo R$ 20 mil.” Hoje em dia, diz ele, você pede R$ 100 mil e a instituição oferece R$ 200 mil. O crédito ajudou Santos a subir na vida e a migrar da classe média emergente para a B. Ascensão semelhante viveu a corretora de imóveis Graça Vieira, 34 anos. De salto alto, vestido social e bolsa de marca na mão, Graça fez o que até outro dia era impensável para ela. Entrou na concessionária, escolheu o carro, assinou o cheque à vista, finalizou a compra e, não fosse a burocracia do Detran, teria saído dirigindo. “Eu nunca pensei que poderia comprar um carro à vista”, afirma. O ano de 2009 foi para ela o melhor de toda a sua vida profissional. Em um único negócio, vendeu nove apartamentos de alto valor em Brasília e, quando recebeu sua gratificação, comprou o imóvel próprio. “Estou mais do que realizada”, afirma. O Brasil já viveu outras fases de pujança que resultaram no aumento da sensação de bem-estar de seus habitantes. O desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek no final da década de 50 gerou imenso otimismo em relação ao futuro. Na década de 70, o milagre econômico proporcionou idêntica sensação. Nos dois casos, a euforia durou pouco. Desta vez será diferente? Impossível dizer com certeza, mas é inegável que o País vive um período inédito de solidez econômica. “Com acertos do câmbio e da carga tributária, o Brasil pode crescer entre 5% e 6% ao ano por um bom período”, diz Antônio Correa de Lacerda, professor da PUC-SP e ex-presidente do Conselho Federal de Economia. “Nos próximos seis anos, nossa indústria deve crescer o equivalente aos últimos 15”, afirma Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos. Ou seja, o País caminha para ingressar num círculo virtuoso. Segundo Franco, isso é reflexo também do amadurecimento das próprias empresas. O centenário capitalismo nacional, forjado pelo Estado, começou a ser substituído nos últimos anos por um modelo mais pujante, protagonizado pelo setor privado. Empresas melhores e sadias contratam mais, investem mais, geram maior riqueza. É o dinheiro, portanto, que traz felicidade para as pessoas? A questão é complexa e desperta acaloradas discussões. “A conquista de um determinado objetivo leva ao bem-estar, e não propriamente à felicidade”, diz o filósofo Roberto Romano, professor de filosofia da Unicamp. “O que se costuma chamar de felicidade envolve dois aspectos”, diz Ubirajara Calmon de Carvalho, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília. De um lado, diz Carvalho, está o aspecto subjetivo. Para determinada pessoa, ser feliz é conquistar um amor. Para outra, é não ter preocupações. No caso do executivo Douglas Delamar, 39 anos, poucas coisas o tornam tão satisfeito quanto reunir um grupo de amigos para jogar uma partida de golfe. Em sua empresa, a Embrase, especializada em segurança patrimonial, negócios são fechados em meio a tacadas realizadas nos principais campos do Estado de São Paulo. “Muitas vezes, encerramos uma reunião às 10 horas da manhã, pegamos o helicóptero e vamos jogar golfe com nossos clientes. É algo absolutamente maravilhoso.” Ou seja, não existem regras para ser feliz – depende de cada um. O professor Carvalho acrescenta: “Já o aspecto objetivo da felicidade envolve a conquista de determinado bem.” É aí que entram os milhões de brasileiros que melhoraram de vida nos últimos anos. E que nunca foram tão felizes.
Adorei o cachorro... :3
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Teoria da Hierarquia das Necessidades - Pirâmide de Maslow
A hierarquia de necessidades de Maslow, é uma divisão hierárquica proposta por Abraham Maslow, em que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua auto-realização.
Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritos na pirâmide.
- necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo;
- necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida;
- necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube;
- necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos;
- necessidades de auto-realização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: "What humans can be, they must be: they must be true to their own nature!".
É neste último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem que ser coerente com aquilo que é na realidade "... temos de ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais".
A pirâmide que o Gabriel nos passou é um pouco diferente, ela relaciona essas necessidades também com o trabalho, mas não encontrei nada parecido para ilustrar o post.
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Ciclo PDCA
O PDCA foi introduzido no Japão após a guerra, idealizado por Shewhart e divulgado por Deming, quem efetivamente o aplicou. Inicialmente deu-se o uso para estatística e métodos de amostragem. O ciclo de Deming tem por princípio tornar mais claros e ágeis os processos envolvidos na execução da gestão, como por exemplo na gestão da qualidade, dividindo-a em quatro principais passos.
O PDCA é aplicado para se atingir resultados dentro de um sistema de gestão e pode ser utilizado em qualquer empresa de forma a garantir o sucesso nos negócios, independentemente da área de atuação da empresa.
O ciclo começa pelo planejamento, em seguida a ação ou conjunto de ações planejadas são executadas, checa-se se o que foi feito estava de acordo com o planejado, constantemente e repetidamente (ciclicamente), e toma-se uma ação para eliminar ou ao menos mitigar defeitos no produto ou na execução.
Os passos são os seguintes:
- Plan (planejamento): estabelecer uma meta ou identificar o problema (um problema tem o sentido daquilo que impede o alcance dos resultados esperados, ou seja, o alcance da meta); analisar o fenômeno (analisar os dados relacionados ao problema); analisar o processo (descobrir as causas fundamentais dos problemas) e elaborar um plano de ação.
- Do (execução): realizar, executar as atividades conforme o plano de ação.
- Check (verificação): monitorar e avaliar periodicamente os resultados, avaliar processos e resultados, confrontando-os com o planejado, objetivos, especificações e estado desejado, consolidando as informações, eventualmente confeccionando relatórios. Atualizar ou implantar a gestão à vista.
- Action (ação): Agir de acordo com o avaliado e de acordo com os relatórios, eventualmente determinar e confeccionar novos planos de ação, de forma a melhorar a qualidade, eficiência e eficácia, aprimorando a execução e corrigindo eventuais falhas.
Há dois tipos de metas:
- Metas para manter
- Metas para melhorar
Metas para manter
Exemplos de metas para manter: Atender ao telefone sempre antes do terceiro sinal. Estas metas podem também ser chamadas de "metas padrão". Teríamos, então, qualidade padrão, custo padrão, prazo padrão, etc.
O plano para se atingir a meta padrão é o Procedimento Operacional Padrão (POP). O conjunto de procedimentos operacionais padrão é o próprio planejamento operacional da empresa.
O PDCA utilizado para atingir metas padrão, ou para manter os resultados num certo nível desejado, pode então ser chamado de SDCA (S de standard).
Metas para melhorar
Exemplos de metas para melhorar: Reduzir o desperdício de 100 unidades para 90 unidades em um mês ou Aumentar a produtividade em 15% até dezembro.
De modo a atingir novas metas ou novos resultados, a "maneira de trabalhar" deve ser modificada; por exemplo, uma ação possível seria modificar os [Procedimentos Operacionais Padrão].
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Fonte: Wikiwiki!
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Sobre políticas públicas
* relativas à saúde da população, educação, meio ambiente, segurança alimentar, energia, saneamento básico, fornecimento de água, emprego, renda, crédito, habitação, formação profissional, acesso à universidade, etc;
* dirigidas às pessoas com necessidades especiais, aos jovens, aos trabalhadores, às trabalhadoras rurais, entre muitos outros.
As políticas públicas são implementadas em todos os municípios e destinam-se aos seus habitantes, por isso devem ter participação deles.
Em geral, as pessoas que moram nos municípios não costumam participar desses debates e, muitas vezes, nem sabem que têm direito de conhecer os objetivos e metas dos governos e de acompanhar e cobrar a sua implementação.
Alguns programas de promoção ao jovem têm sido implementados nos últimos, em diferentes espaços brasileiros:
* Centro de Promoção à Juventude
* Educação Profissional
* Estágios
* Programa Primeiro Emprego
* Esportes
* Escola Aberta
* Escola de Fábrica
* Programas de Alfabetização
* PROUNI
* PROJOVEM
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Princípios básicos dos direitos humanos
Indivisibilidade: Os direitos humanos são indivisíveis, só podem ser garantidos se considerados em sua totalidade. O desrespeito a um direito afeta a efetivação dos outros. A indivisibilidade está associada à universalidade, à dignidade e à igualdade, princípios que garantem a inclusão de todos os seres humanos, independentemente de sexo, idade, classe social, etnia, credo.
Dignidade: A dignidade humana, atualmente, é vista como igualdade de oportunidades e qualidade de vida. O valor de cada indivíduo, na concepção do acesso à cidadania social, é garantido pelo direito à convivência social, ao respeito, à implementação e ao favorecimento dos direitos humanos. A indivisibilidade assegura que a dignidade seja vivida em todos os espaços por onde circulam os cidadãos.
Igualdade: A igualdade entre os seres humanos assegura o princípio da justiça social e legitima as lutas contra a discriminação e a desigualdade de oportunidades. A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que "todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos" (art. 1º). A afirmação da igualdade conduz à reflexão sobre a fraternidade que assegura o direito à diferença entre iguais.
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Ética na mídia
Ética e propaganda
São Paulo, 01 de setembro de 2003
Digníssimo Senhor
Dr. Gilberto Nonaka
Promotoria de Justiça do Consumidor
Atendendo, pois, à solicitação verbal dessa Promotoria de Justiça do Consumidor, as entidades signatárias vêm apresentar as seguintes propostas para eventual acordo visando a reparação de danos morais provocados por publicidade discriminatória patrocinada pela Kaiser:
Sugerimos a realização de contrapropaganda patrocinada integralmente pela empresa, visando fomentar uma cultura de respeito à igualdade de gênero, com a eliminação de preconceitos e práticas discriminatórias contra a mulher.
A proposta sugerida vai no sentido de que a contrapropaganda seja feita:
b) por meio de filmes, anúncios e spots publicitários a serem veiculados nos meios de comunicação de massa: outdoor, televisão, rádio, jornais e revistas de grande circulação e alcance no país, os quais contenham imagens, textos e mensagens de conteúdo contra a discriminação às mulheres e em favor da igualdade entre homens e mulheres;
c) sempre contendo referência ou nota adicional de que se trata de contrapropaganda decorrente do presente acordo.
* Quem respeita as diferenças merece uma Kaiser
* Quem busca a igualdade merece uma Kaiser
* Respeito às Mulheres: Especialidade da Kaiser
* Cerveja e Respeito às Mulheres: Especialidades da Kaiser
* Igualdade, Dignidade, Respeito à Diferença: Especialidades da Kaiser
* Em mesa que tem Kaiser, mulheres e homens são diferentes, mas não desiguais
* Gosto não se discute... se respeita: eu gosto de Kaiser, por respeito à igualdade, às diferenças e à diversidade
* Kaiser: um brinde à diversidade
* Kaiser: um brinde à igualdade, à diferença e à diversidade
* A Kaiser está revendo seus conceitos e adverte: Mulher não é cerveja
* Mulher não é especialidade da casa! só Kaiser...
Manifestamos, ainda, nosso desejo e disposição para contribuir no processo de elaboração da contrapropaganda, por meio de diálogo e consultoria junto ao departamento de marketing da empresa e/ou da agência responsável pela sua elaboração.
Nesse sentido, solicitamos que, especialmente na fase de aprovação da contrapropaganda, anterior à sua veiculação, seja garantida a nossa participação, de forma a evitar que se produzam eventuais equívocos e/ou distorções, bastante comuns quando se pretende transmitir mensagens desta natureza.
a) de pessoal ligado à área de mídia e comunicação, propaganda e marketing, jornalistas, publicitários/as, etc...;
b) de ONGs (organizações não-governamentais), com foco para o monitoramento da mídia;
c) que inclua as perspectivas de gênero, étnico-racial e de direitos humanos, com sistematização da experiência para divulgação junto aos públicos citados nos itens a) e b), bem como ao corpo docente e discente de faculdades de comunicação do país.
“O Comitê expressa sua preocupação com a evidente persistência de visões conservadoras e estereotipadas, comportamentos e imagens sobre o papel e responsabilidades de mulheres e homens, os quais reforçam um "status" inferior das mulheres em todas as esferas da vida”.
“O Comitê recomenda que políticas sejam desenvolvidas e que programas dirigidos a homens e mulheres sejam implementados para ajudar a garantir a eliminação de estereótipos associados aos papéis tradicionais na família, no trabalho e na sociedade em geral. Recomenda, também, que os meios de comunicação (mídia) sejam encorajados a projetar uma imagem positiva das mulheres e da igualdade no status e nas responsabilidades de mulheres e homens, nas esferas pública e privada”.
Silvia Pimentel
coordenadora nacional do CLADEM-Brasil
Paparazzo de Cicarelli cobra "ética" da mídia
da Folha de S.Paulo
Parece brincadeira, mas quem anda reclamando da ética da imprensa por causa do polêmico vídeo de Daniela Cicarelli e seu namorado em uma praia espanhola é o paparazzo espanhol Miguel Temprano, 42, autor da filmagem.
Para muitos, ele é o vilão que estragou o que seria um dia de paixão explícita na praia de Tarifa, sul da Espanha, perto do Estreito de Gibraltar.
O paparazzo se diz desgostoso com a falta de ética dos meios brasileiros que "não pagaram pelo que exibiram".
Enquanto Daniela Cicarelli pediu que todos cuidassem de sua vida e a deixassem em paz (e anuncia processos milionários), Temprano se sente injustiçado e também pretende ganhar seu dinheirinho.
"Estou muito bravo com os meios de comunicação brasileiros, que não agiram eticamente", disse Temprano à Folha, de Madri, onde vive. "Aquelas imagens são fruto de muito suor, de trabalho honrado. Não pagaram por essas imagens, isso é roubo!"
Temprano acusa a mídia brasileira de "pirataria". Sobram também ataques ao YouTube. Como os barões da música que atacavam o MP3, o fotógrafo diz que o YouTube é "100% ilegal". "Eles usam as imagens sem nenhum copyright. Vou denunciá-los, eles terão que me pagar direitos de autor."
Temprano se recusa a falar do dia em que filmou Cicarelli, da ética do seu trabalho ou mesmo de detalhes mais picantes. "Não posso falar enquanto não for pago." Como não é de ferro, diz que "dará uma entrevista superdivertida" a quem pagar pelas fotos. Não admite ser confundido com um vigarista. "Não sou um paparazzo qualquer, sou formado, tenho diploma, sou jornalista!"
Texto 3
Ética na mídia
Todos os dias o profissional de comunicação se defronta com questões de ética: "da mesma forma que um médico pode causar um dano ao paciente, um jornalista pode fazer a mesma coisa". Ojornal pode ter poder mortífero: é rápido para denunciar, mas para corrigir é extremamente lento. Os jornais, segundo o expositor, não são necessariamente "antiéticos", mas há momentos em que é nitidamente antiético o que os jornais fazem.
Depois de descrever casos de sua prática profissional, o expositor ressaltou a necessidade de atenção permanente do profissional de comunicação. "A do profissional de jornalismo é maior: deve-se buscar sempre a prova". O jornal é capaz de "condenar e executar".
Há na imprensa, segundo o expositor, uma promiscuidade entre público e privado e pensamentos e conceitos, que são aceitos como "normais" pelos círculos de poder, deixando o cidadão confuso, causando repugnância.
Tudo isto porque a imprensa lida com a excepcionalidade. O ideal é sempre o da isenção, não adjetivação, mas na prática tudo isto é muito difícil, pois duas pessoas falando da mesma coisa não produzirão uma mesma visão dos problemas.
Destacou inicialmente que a regra de ouro do jornalismo é o tratamento igualitário. Há a necessidade de provar, e não condenar. Há instâncias na sociedadehabilitadas para exercer este papel, ou seja, não caberia à imprensa substituir o poder judiciário.
Da mesma forma a mídia pode nuclear processos e movimentos da sociedade "para o bem" ou "para o mal". O profissional de comunicação, ao veicular um determinado tema, questão ou conceito, acaba muitas vezes por "catalisar" determinados tipos de posturas, movimentos públicos ou individuais das relações dos indivíduos com as instituições e os poderes constituídos. Ao mesmo tempo em que se tem o poder de levantar polêmicas e movimentos em torno de causas de interesse público, pode-se condenar injustamente indivíduos.
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Esses textos se referem ao tema de um trabalho em grupo que o Gabriel passou faz um tempinho. Na época não vi necessidade de postar, mas no final me incomodei e resolvi corrigir.
Fontes: aqui e aqui, o terceiro texto eu tive que digitar e não há fontes dele...
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Qual cidadania?
Quando se fala em cidadania, estamos pensando em trabalho, alimentação, saúde, moradia, educação, segurança, transporte, lazer, acesso à cultura, etc. É o que chamamos de direitos sociais. Logo, cidadania tem a ver com os direitos dos cidadãos.
Mas não é só isso! Ser cidadão também pressupõe deveres e a vivência de valores como a equidade, a pluralidade, a cooperação, a justiça. Todas as pessoas têm o direito de viver com dignidade e o dever de respeitar o outro. O respeito, a solidariedade e o bem comum são exemplos de valores que fortalecem a cidadania.
A gente vive a cidadania no espaço público, no dia-a-dia. Ela se reflete nas atitudes que assumimos frente às pessoas e aos grupos dos quais participamos. Por isso, podemos afirmar que ela é exercida na coletividade.
Todos os seres humanos têm direitos e devem ter suas opiniões, desejos e necessidades respeitadas, para que possam usufruir de uma vida digna. Não importa a idade, sexo, credo, etnia, opção sexual, profissão. Sem a vivência plena da cidadania, fica impossível falar em inclusão social. São incluídos socialmente todos aqueles que exercem os direitos de cidadania.
==> É a participação social e o envolvimento com problemas e questões coletivas que tornam a cidadania real. O exercício de direitos e deveres, as ações voltadas para o bem comum, a solidariedade, a cooperação, a ajuda mútua são algumas das práticas que possibilitam a democracia.
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A escolha de Damião
Um dia antes de ir para o seminário, Damião estava preocupado e nervoso. Tentava de qualquer maneira um jeito de fazer o pai mudar de idéia, mas não encontrava nenhum.
Chegou a pensar em seu padrinho, João Carneiro, mas ele era um homem fraco que não agia por vontade própria. Além do mais, devia favores a seu pai e a última coisa que lhe passaria pela cabeça seria contrariar o velho. Mas, pensava Damião, devia haver uma saída.
Às voltas com seu problema, lembrou-se de Sinhá Rita. Ela poderia ajudá-lo. Tinha um caso meio escondido com o padrinho. Se ela o pressionasse, João Carneiro poderia convencer o pai a mudar de idéia. Damião não pensou mais, correu para a casa da namorada do padrinho.
Quando ele chegou à sua casa, no começo da tarde, a Sinhá estranhou a visita. O rapaz foi logo contando seu problema. Se fosse ao seminário seria infeliz por toda a vida. Tinha outros planos. Argumentava, mas a Sinhá não parecia querer ajudá-lo. “Eu que não me meto em problemas de sua família. Seu pai é um homem rígido, não me ouviria”, dizia. Damião, de joelhos, clamava ajuda e argumentava: “Se a senhora quiser, pode!”.
Depois de muito insistir, Sinhá Rita concordou em ajudá-lo. Chamaria João Carneiro, que, pressionado, seria obrigado a ajudar o afilhado. Sinhá era uma mulher vaidosa que gostava de demonstrar seu poder. O simples fato de fazer João Carneiro realizar o que queria já lhe agradava. Mandou que o chamassem imediatamente.
Quando o padrinho chegou e viu Damião, ficou furioso. Logo quis brigar com o rapaz, mas Sinhá Rita mandou que ficasse quieto e ouvisse:
- Ele não tem vocação e poderá ter um belo futuro fora da igreja, João. Ou você o ajuda, ou...
Ele tinha entendido a ameaça que ficou no ar. Estava encurralado. Era enfrentar o amigo ou perder a namorada. Queria fugir, desejou que Damião não existisse... Mas acabou indo fazer o que Sinhá Rita o obrigara.
Enquanto isso, Sinhá Rita ficou conversando com o rapaz. Ele, empolgado com a ajuda e a conversa, começou a fazer graça, a contar piadas...
Em um desses gracejos, distraiu a atenção de uma das escravas de Sinhá, a Lucrécia. Era uma negrinha, magricela, um frangalho de nada, com uma cicatriz na testa e uma queimadura na mão esquerda. Contava onze anos e tossia o tempo todo. Sinhá, ao ver que ela ria e não trabalhava, disse:
- Lucrécia, no fim do dia vou conferir seu trabalho. Se não tiver cumprido a tarefa que te dei, apanhará com a vara.
Ao ouvir a ameaça, Damião ficou amuado. Pensava consigo mesmo que era injusto a menina apanhar. Ele se colocou no lugar dela, se fosse com ele, ficaria furioso. A menina só estava rindo, fazendo exatamente o mesmo que ele e a Sinhá. Tinha esse direito. Além do mais, se estava se distraindo, a culpa não era dela, mas sua, que ficava fazendo suas graças. Decidiu que, se ela não realizasse o trabalho todo, iria ajudá-la, certo de que sua decisão era a mais justa: “Sinhá Rita não vai me negar esse favor”, pensou ele.
Mas o padrinho não voltava. Damião imaginava: “Certamente, a conversa com o pai está sendo muito difícil. Ele deve ter ficado furioso e o padrinho está fazendo de tudo para acalmá-lo”.
Damião não tinha seu problema resolvido. Dependia da vontade de Sinhá Rita, que era seu único ponto de apoio. Se ela mudasse de idéia, estava tudo terminado... João Carneiro se sentiria aliviado por não ter que provar da fúria do pai e, ainda, seria capaz de levá-lo ao seminário.
Terminado o dia, era a hora de Sinhá Rita conferir o trabalho das escravas. Todas tinham feito o que deviam, menos Lucrécia. Damião, ao perceber que ela apanharia, tremeu. Se cumprisse a promessa que tinha feito a si mesmo de protegê-la, poderia deixar Sinhá Rita brava e correria o risco de pôr tudo a perder. Se não cumprisse a promessa, trairia sua consciência, deixaria que Lucrécia apanhasse por sua causa.
Sinhá agarrou-a pela orelha. Lucrécia fez um esforço, soltou-se das mãos da senhora, e fugiu para dentro; a senhora foi atrás e a agarrou.
- Anda cá!
- Minha senhora, me perdoe! Implorava a escrava.
- Não perdôo. Onde está a vara?
Sinhá puxou a menina pela orelha até a sala. Ela ia se debatendo, chorando, pedindo. A senhora dizia que não, que iria castigá-la.
A vara estava encostada em um móvel, distante das duas. Sinhá Rita, não querendo que Lucrécia se soltasse de novo, gritou a Damião:
- Por favor, me dê aquela vara?
Damião ficou frio... Aquele instante era muito cruel. Como se não bastasse ter de rejeitar seu juramento de ajudar a menina, ainda teria de ser cúmplice da surra. Enquanto ele ficava paralisado, dividido entre a promessa e o seminário, a senhora voltou a lhe falar:
- Me dá a vara, Damião!
Damião foi em direção ao móvel. Lucrécia, então, pediu a ele em nome do que é mais sagrado que a ajudasse, pela mãe, pelo pai, por Nosso Senhor... Damião se virou e olhou para os olhos cheios de lágrimas da menina, que suplicava em meio ao choro:
- Me ajuda, moço, por favor...
Sinhá Rita estava com os olhos esbugalhados, o rosto vermelho de raiva. Parecia querer lançar fogo em Damião. Lucrécia teve um acesso de tosse e também se dirigia a ele. Damião parou, pensou e...
(Adaptação feita por Maurício Érnica do conto "O Caso da Vara", de Machado de Assis)
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Ha! Sai na frente e já sei o que faremos na próxima aula do Gabriel-san!!!
Para ler o conto original de Machado de Assis, clique aqui!!!
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Códigos e Moral
A história demonstra que definições de hábitos de bem e mal têm sido substancialmente diferentes em diferentes situações, mas em cada exemplo pressionou-se o indivíduo a seguir a ética do seu povo, embora essa ética pudesse ser comparada a outras moralidades de aceitação mais geral. "O homem - disse R.S. Peters -, é um animal que segue regras". Contudo, as regras mudam de acordo com as pressões, ambições e ideias dos que as inventam, os quais precisam persuadir os demais a segui-las, daí a máxima de C.C. Stevenson: "Moralidade é persuasão". E a persuasão se torna fácil porque a maioria das pessoas não quer raciocinar a respeito dela. A verdadeira liberdade para tomar decisões é um doloroso fardo, como observam Bérgson, Jean-Paul Sartre e os existencialistas. Códigos de uma moralidade já pronta e empacotada, que remove esse incômodo, são, pois, convenientes, desejáveis, úteis.
Um código é um sistema de padrões éticos pelos quais uma dada sociedade controla o comportamento de seus membros, motivando-os para que atinjam os objetivos dela. É um processo de controle psicológico de grupo que geralmente proporciona uma estrutura bem mais ampla de manipulação do que a corporificada apenas no código legal dessa sociedade. Em tal sociedade, quem se rebelar contra o código será considerado uma pessoa imoral, mesmo que mais tarde pesquisadores julguem que o rebelde estava certo e a sociedade, errada.
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As regrinhas do CHA das cinco!!
Levando-se em conta que eu estudava 2 capítulos de História por dia e que fiquei 1 mês sem Internet, isso dá uma média de 60 capítulos atrasados, que equivalem a 60 posts... [/tomanocumew!!!]
Fora isso, também tenho mais algumas anotações sobre Organização Industrial, Compostagem e Desenho Eletromecânico para fazer, só que ainda estou pensando se será necessário - a apostila de Compostagem tem 234762374823567346 folhas e as de Desenho são mais desenho mesmo (dã!). Do Gabriel-san só preciso explicar o que é o CHA...
O CHA é uma sigla que significa Conhecimento, Habilidade e Atitude, que, trocando em miúdos, são os pilares do bom empregado/líder e blá blá blá...
Eu particularmente gosto mais do chá de hortelã, mas esse vem mais a calhar lá no Formare (nunca vi servirem chá lá, só café e leite, embora nunca tenha tomado café da manhã lá também).
Conhecimento ---> É o conjunto de todas as informações, princípios e verdades que compõem o corpo do nosso saber;
Habilidades ---> Capacidade física de desempenhar uma ação ou ato, que pode ser resultado de um treinamento ou inato;
Atitudes ---> Predisposição ou tendência de responder, positivamente ou negativamente, a determinados fatos, ideias, objetos, pessoas ou atitudes.
Trocando em miúdos de novo, e teoricamente falando, todo mundo precisa ter essas bagaceiras pra ser o topo do top. Por enquanto continuo observando antes de falar alguma merdanha...
Agora os 4 pilares da Educação de Jacques Delors (um carinha que nunca vi na vida antes de entrar no Formare e que provavelmente nunca conhecerei porque acho que já está morto mesmo):
Aprender a ser:

Características desenvolvidas: Auto-estima, autoconceito, autoconfiança, auto-realização, autonomia.
Finalidade: Para decidir e escolher com autonomia, atuando através de ações refletidas nas diferentes circunstâncias da vida.
Aprender a Conviver:
Características desenvolvidas: Cidadania, cooperação, participação, tolerância, solidariedade, democracia.
Finalidade: Para aprender a se colocar no lugar do outro e abrir mão do interesse individual em benefício do bem comum.
Aprender a Conhecer:
Características desenvolvidas: Leitura, escrita, crítica, resolução de problemas, projeto e pesquisa, curiosidade, criticidade, discernimento.
Finalidade: Para continuar aprendendo sempre, tornando-se autor de ações protagônicas no espaço social e profissional.
Aprender a Fazer:
Características desenvolvidas: Polivalência, flexibilidade, pró-atividade, criatividade, iniciativa.
Finalidade: Para transformar o saber em modo de fazer e estabelecer relações entre o aprendido e a execuçãode tarefas de forma consciente, criativa e planejada.
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Não, o Jacques Delors ainda não morreu!! xDDD
Eu sou uma praga pra dar palpite mesmo...
Tenho que checar de novo as regrinhas do hífen...
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Educação para valores
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